O mundo de Moro está desabando e pode levar os desembargadores do TRF-4 junto

Por Central de Jornalismo

Marcado por uma série de abusos e ilegalidades, o processo que resultou na injusta condenação de Lula terá seu mérito analisado pela Comissão de Direitos Humanos da ONU.
De acordo com Geoffrey Robertson, um dos advogados mais respeitados do mundo na área de direitos humanos e que representa Lula no órgão, o Governo Temer tentou impedir que isso acontecesse, mas a ONU não aceitou as alegações apresentadas e deu prosseguimento ao caso.

Agora, o Estado brasileiro terá que se defender internacionalmente das acusações de ter violado o direito do ex-presidente à presunção da inocência e de lhe ter imposto um julgamento injusto comandado por juízes parciais.

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Defesa de Lula anuncia que ONU irá investigar abusos contra o ex-presidente

Por Revista Fórum

Segundo a defesa do ex-presidente, o governo de Michel Temer tentou impedir o trabalho de apuração da Comissão de Direitos Humanos da ONU

Por Felipe Martins
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Em um vídeo divulgado nas redes sociais do ex-presidente Lula nesta quarta-feira (4), o advogado Geoffrey Robertson anunciou que as Organizações das Nações Unidas (ONU) irão investigar a denúncia contra o juiz Sergio Moro. A defesa do ex-presidente acusa o magistrado de violar os direitos fundamentais de Lula ao condená-lo a nove anos de prisão no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Segundo o advogado, o governo do presidente Michel Temer tentou impedir o trabalho de apuração da Comissão de Direitos Humanos da ONU, mas a organização não aceitou as alegações e deu seguimento ao caso.

“A Comissão [de Direitos Humanos da ONU] apresentou na última semana uma decisão na qual rejeitou a tentativa do governo brasileiro de parar a tramitação do caso e disse que julgaria o mérito da causa”, disse o advogado. “Então, o Brasil terá que se defender internacionalmente contra as alegações de ter violado o direito de Lula à presunção de inocência, de lhe ter imposto um julgamento injusto perante um juiz parcial”, concluiu.

O apelação da defesa do ex-presidente da ONU começou ainda em 2016 sob a alegação de parcialidade do juiz Sergio Moro na condução do processo contra Lula.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou, nesta quarta-feira (4), duas solicitações de exceção de suspeição feitos pelos advogados do ex-presidente Lula. Os recursos pediam o afastamento de Sergio Moro da condução dos processos do sítio em Atibaia e do Instituto Lula, segundo informações do G1. Os processos tramitam na 13ª Vara Federal de Curitiba, primeira instância da Operação Lava Jato, e ainda não tiveram sentença.
A decisão foi unânime. A defesa ainda pode recorrer com o recurso de embargos de declaração. O TRF-4 havia julgado outros pedidos de suspeição contra Moro, todos negados. “A participação de eventos com ou sem a presença de agentes políticos não macula a isenção do juiz, em especial porque possuem natureza meramente acadêmica, informativa ou cerimonial, sendo notório que em tais aparições não há pronunciamentos específicos a respeito de processos em andamento”, afirmou o o desembargador João Pedro Gebran Neto.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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