Face a Face-“A Little Split de Flavio Bolsonaro”

Por Juremir Machado da Silva
Central de Jornalismo

Cronista narra ou comenta fatos do dia. O “Wall Street Journal”, veículo do liberalismo inabalável, traduziu “rachadinha”, do que o senador Flávio Bolsonaro é acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, por “little Split”. Fashion? Os franceses chamam a Lava Jato de “Lavage Express”. Joli? Os jornais estrangeiros estão impressionados com a denúncia contra o filho do presidente brasileiro. Uma ex-assessora, Luísa Paes, contou ao MP que, contratada em 2011, devia devolver a Fabrício Queiroz 90% do que ganhava, inclusive vale-refeição e restituição do imposto de renda. Que fome de leão! A moça era dispensada de retribuir com trabalho. Bastava ser “laranja”.
O MP afirma também que o chefe de gabinete do deputado Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que dá agora expediente no mesmo posto no senado, foi chave no esquema. Ele teria depositado R$ 20 mil na conta esposa do chefe, na presença dela, pela compra de um carro usado. Só que não se encontrou rastro de pneu do veículo. Em parte alguma. Há uma fixação por carros usados sem uso. A defesa do senador afirma que a denúncia do MP é “mal engendrada” e “macabra”. O que pode ser macabro no dicionário do senador? Garante que ela não será aceita pelo órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro? Lembra a convicção de vitória de Donald Trump.
Luísa contou que participou de uma reunião com o advogado Frederico Wassef – aquele que daria abrigo a Fabrício Queiroz no interior de São Paulo e juraria não ter contato com ele –, tendo sido orientada a não colaborar com o MP. Wassef nega. Como sempre. Às vezes, os fatos o renegam. Uma coisa difícil de entender: por que Luísa Paes e o Ministério Público do Rio de Janeiro estariam perseguindo Flávio Bolsonaro? Uma hipótese cintila no firmamento de alguns: para atingir Jair Bolsonaro. Por que mesmo o MP e a jovem Luísa querem atingir o presidente da República? Outra hipótese brilha: por serem comunistas. O MP? Luísa? Se Luísa é comunista, salvo se a conversão foi recente, como pediu emprego a um anticomunista?
Outra hipótese muito plausível coleia no imaginário sem constrangimentos: para se infiltrar e denunciar mais tarde o benfeitor. O comunismo planeja tudo. Muitas perguntas me assaltam (opa!): se Flávio fosse de esquerda, como a direita o rotularia no atual estágio das denúncias? Se o filho é acusado pelo MP de corrupção e o pai faz tudo para defendê-lo, deve-se concluir que é um pai amoroso ou que tem corrupto de estimação? Ou as duas coisas? A pergunta vale para qualquer pai, de Lula ao cidadão anônimo, passando pelo atual presidente da República? Se o governo gaba-se de não ter corrupção no seu interior, mas tem na família do governante, supondo-se que a denúncia do MP seja consistente, qual o peso disso na imagem do governante e do seu governo, considerando-se o cargo do acusado? Enfim, esse caso de “little Split” dá pano pra mangas. E abacaxis. Precisaríamos ainda de passagem num posto de “lavage express” para uma correção de rumos?

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