Covid-19: Bolsonaro chama segunda onda de ‘conversinha’

‘Se quebrar de vez a economia, seremos um país de miseráveis’, disse o presidente a apoiadores

Por Carta Capital
Compartilhado Por
Central de Jornalismo

  1. Nov. 2020

Em um cenário em que alguns estados brasileiros estão em ritmo de crescimento de novos casos de Covid-19 e a Europa enfrenta uma segunda onda da doença, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira 13 que isso é “conversinha”.

‘Bolsonaro radicaliza base com frases de efeito, mas se isola sem Trump’, diz cientista político
FHC pede ‘paciência’ e resposta a Bolsonaro apenas ‘nas urnas’

“Vocês vejam o que era antes, como eram os ministérios, tudo aparelhado no Brasil. Como estão funcionando (agora), apesar dessa pandemia que nos fez nos endividar em mais de 700 bilhões de reais. E agora tem conversinha de segunda onda. Tem que enfrentar se tiver, porque se quebrar de vez a economia, seremos um país de miseráveis. Só isso”, disse o presidente a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

O aumento de casos em nove capitais foi registrado em levantamento do sistema InfoGripe, assinado pela Fiocruz, com base em registros do Ministério da Saúde.

O mais recente boletim epidemiológico, referente a dados coletados até o último dia 31, mostrou que oito dos municípios mais ameaçados são das regiões Norte e Nordeste, justamente as primeiras em que o sistema de saúde entrou em colapso por causa da Covid-19, entre abril e maio.

Segundo o levantamento, uma forte tendência (maior que 95%) de aumento nos casos foi detectada em Florianópolis, em João Pessoa e em Maceió. A pesquisa também aponta probabilidade moderada de crescimento (superior a 75%) em Belém, Fortaleza, Macapá, Natal, Salvador e São Luís.

Na última terça-feira 10, o presidente também relativizou a pandemia, que já matou mais de 164 mil pessoas no Brasil. Ao falar sobre o enfrentamento ao coronavírus, Bolsonaro disse que o Brasil “tem que deixar de ser um país de maricas”

Muito obrigado por ter chegado até aqui. Mas não se vá ainda. Ajude-nos a manter de pé o trabalho de CartaCapital. Nunca antes o jornalismo se fez tão necessário e dependeu tanto da contribuição de cada um dos leitores.

Assine CartaCapital e contribua com um veículo dedicado a produzir diariamente uma informação de qualidade, profunda e analítica. A democracia agradece.

Administrador

Fonte Segura: Central de Jornalismo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *