Sérgio Moro agora esta “do outro lado do balcão”-Por Kleber Moraes-Central de Jornalismo

Por Kleber Moraes
Para o Central de Jornalismo
01 de dezembro de 2020

O super-herói de Curitiba “acaba de dar um tiro no próprio saco”, como definido pelo Senador Major Olímpio em entrevista nesta segunda 30/11/2020.

Não é de hoje que o ex-juiz flerta com o submundo que permeava os processos julgados por ele na na 13a Vara do Paraná.

Moro esteve por duas vezes com o doleiro Alberto Youssef no centro dos dois maiores escândalos de corrupção que se tem notícia no Brasil, o do Banestado e o da Lava Jato, ambos deram a visibilidade internacional ao juiz de primeira instância, porém é no mínimo curioso,que sendo Youssef o protagonista desses escândalos,não tenha sido condenado severamente por Moro.

Após o The Intercept Brasil ter revirado todas as falcatruas e vigarices praticadas por Moro e Dallagnol, o que se pôde observar nos últimos anos no Brasil foi que instituições como STF,PGR,Ministério da Justiça e até o próprio congresso deixaram a “pantomima do pseudo Juiz caçador de corruptos” ir longe demais e agora assistem perplexos ao novo rumo tomado por Sérgio Moro ao se tornar sócio-diretor da A&M empresa de recuperação judicial e falência que tem em seu cast a Odebrecht, uma das empresas que irá ajudar a sair das malhas que ele próprio ajudou a criar.
Algo surreal e que arreganha e declara a extinção da Lava Jato, pois fica claro que sua associação a A&M se dá exatamente pelo trânsito do ex-juiz nesse submundo,o que me faz parafrasear meu colega Reinaldo Azevêdo

“O Congresso tem de ter a coragem moral de botar ordem nessa folia. Claro! Alguns vigaristas gritarão o mantra de sempre: “Querem acabar com a Lava Jato”, como se a escolha que Moro faz agora não significasse a mais brutal, escancarada e arreganhada desmoralização da força-tarefa. Os procuradores que a compõem deveriam declarar a sua autoextinção. E Augusto Aras, procurador-geral da República, tem de fazer a coisa certa e pôr fim a essa folia de forças-tarefa. Viraram uma oportunidade de negócios. Assim como as delações se transformaram numa indústria.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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