Bang Bang: Bombeiro Militar comete assédio e ainda ameaça com arma em punho-Por Kleber Moraes

Central de Jornalismo
20 de Dezembro de 2020

O Brasil tá de cabeça para baixo mesmo.

Na última sexta-feira o sergento do corpo de bombeiros do DF, Guilherme Marques Filho, que aparece na foto vestindo uma camiseta com fotografia do presidente Bolsonaro, após assediar uma mulher no metrô de taguatinga, ainda ameaçou com arma em punho e agrediu Jair Akson, quando o mesmo tentou defender a vítima assediada pelo Sargento Bombeiro.

Uma cena revoltante e que não pode passar despercebida pela Corporação dos Bombeiros do DF e até mesmo pelo Governador Ibanéis, uma vez que tal comportamento não condiz com a profissão que é a de preservar vidas e que o próprio sargento jurou defender quando entrou para os Bombeiros.

Esse tipo de duplo crime se passar impune, acaba por incentivar outros a fazerem o mesmo.

Jair, denunciou o sargento agressor em Boletim de Ocorrência e pede que a mulher que foi assediada também faça o mesmo.

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Faria tudo de novo” diz vítima de agressão que defendeu mulher de assédio

Em entrevista ao Correio, Jair Akson Reis Canhête revelou que ficou revoltado ao presenciar o assédio e lembrou da irmã e da mãe

AC
Ailim Cabral
postado em 19/12/2020 20:12 / atualizado em 19/12/2020 20:31
(crédito: Reprodução)

O programador Jair Akson Reis Canhête, 25 anos, agredido por Guilherme Marques Filho, sargento do Corpo de Bombeiros, na última sexta-feira (18/12), revelou ao Correio que mesmo se a agressão tivesse chegado a consequências mais graves, não se arrependeria de ter tomado uma atitude contra o caso de assédio a uma mulher, no metrô.

“Faria tudo de novo, porque não se trata de conhecer ou não a pessoa. Precisamos tomar atitudes nesse mundo tão conturbado que vivemos. Fazer nossa parte. Na hora, lembrei da minha irmã que já sofreu assédio no metrô. Pensei na minha mãe que usa o transporte, nas minhas amigas”, desabafou.

O jovem acrescentou, ainda, que apesar da gravidade da situação, não perdeu a calma em nenhum momento e que isso foi fundamental para que a situação não fosse agravada.

Ele foi perseguido, agredido e ameaçado por Guilherme depois de interferir e tentar ajudar uma moça que o sargento assediou na saída do vagão do metrô, na estação da Praça do Relógio. O programador conta que estava desembarcando quando viu o homem passar a mão no cabelo da moça e olhar para trás fazendo expressões de conotação sexual.

Revoltado com a cena, Jair resolveu tomar uma atitude e tirar satisfação com o suspeito. A moça ficou assustada com a situação e afirmou não conhecer Guilherme, além de reforçar que o desconforto e nervosismo com o assédio sofrido.

Arma em punho

Assim que foi confrontado, Guilherme se aproximou dele e fez menção de sacar a arma, momento em que foi abordado pelos seguranças do metrô e se identificou como bombeiro militar. “Me afastei e deixei que os seguranças resolvessem, comecei a ir embora e ele me seguiu”.

A equipe de segurança do metrô alertou Jair e pediu que ele aguardasse antes de ir para casa. Depois de 15 minutos, o programador saiu da estação e foi abordado por Guilherme, que o esperava escondido e passou a persegui-lo. “Ele estava com a arma em punho na minha direção. Virei as costas pois achei que ele não teria coragem de atirar em mim assim”.

Jair correu e entrou em uma loja achando que o agressor não o seguiria e que poderia chamar a polícia. Mas, ao ver que Guilherme, não parou. Decidiu se posicionar em frente às câmeras, para que, na pior das hipóteses, sua família pudesse buscar justiça.

Depois da agressão, Guilherme foi embora “como se nada tivesse acontecido”. Jair fez boletim de ocorrência, pegou as imagens de segurança das câmeras das lojas e busca justiça. O jovem faz ainda um apelo para que a moça assediada entre em contato ou faça também um boletim de ocorrência contra a agressão sexual sofrida. “Não consegui falar com ela, mas a denúncia dela é mais uma forma de fazermos justiça”, completa.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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