O espaço será um pouco menor do que o original, passando de 6 mil metros quadrados (m²) para 4,8 mil m², onde os 124 comerciantes voltarão a ter um local centralizado para atendimentos.
São Paulo (SP), 07/10/2026 - Obras no Ceagesp após incêndio. Foto - Paulo Pinto/Agência Brasil- Dólar volta a R$ 5 com ambiente externo e ajuste pós-eleitoral.
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Os atingidos só devem voltar a pagar as taxas à administração quando for entregue o pavilhão definitivo. O impacto, segundo a comissão de comerciantes, é de aproximadamente 50% de queda nas vendas.
O pavilhão perdido é um dos mais antigos do complexo, que abriga 52 pavilhões. Era também um dos menores, mas mesmo assim uma referência, por ter comerciantes que atuam há mais de 4 décadas, alguns dando continuidade ao trabalho de familiares, que estavam lá desde os anos 1960.
Apesar da área menor, a expectativa é de conseguir reorganizar adequadamente os boxes, com instalação de contêineres refrigerados e mais banheiros. A previsão é que os comissionados permanecerão utilizando a estrutura provisória até setembro de 2027, quando se espera esteja finalizado o novo pavilhão.
"A ideia é a gente construir uma estrutura mais moderna, com o pé direito bem mais alto e mezanino. Estamos estudando um formato para dividir o que é boxe e o que que é área de granel, além de elevar a área de comércio, com uma plataforma, para evitar o risco de perdas em novas inundações. Primeiro, porém, teremos uma discussão do projeto com eles, que são os conhecedores de como funciona tudo no dia a dia", explicou o Diretor Técnico Operacional do Ceagesp, Luiz Silveira Rangel.
O maior desafio no dia a dia tem sido a logística de abastecimento. O projeto dos pavilhões é de décadas atrás, quando o padrão de caminhão utilizado era menor do que o atual. Com a diminuição do espaço, só tem aumentado a dificuldade para este abastecimento.
Como a área dos galpões provisórios era usada para estacionamento e transbordo, essas ações passaram a ser feitas em um dos bolsões de estacionamento, tornando mais distantes escritórios e o espaço em que efetivamente se dão as entregas. Em dezembro a previsão é de que um estacionamento provisório seja instalado na área do pavilhão destruído, enquanto tramita a contratação da obra nova.
Demolição
A demolição da antiga estrutura começou na semana passada. A retirada do entulho e desmontagem das peças metálicas tem um prazo de 60 dias.
No local se vê muito metal retorcido, tanto das telhas de zinco quanto das estruturas, já que o pavilhão não era de alvenaria. Soma-se a isso restos dos alimentos, ainda em retirada, como cocos, abacaxis e melancias, principais produtos comercializados no MFE-A. Há ainda documentos das empresas, que serão retirados aos poucos, conforme for garantida a segurança das estruturas.
Os destroços e resíduos orgânicos estão sendo separados e destinados a aterros sanitários ou para reciclagem.


