A Procuradoria-Geral da República foi direta: Jair Bolsonaro foi o líder, principal articulador e o maior beneficiado dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em manifestação enviada ao STF, a PGR defendeu que o ex-presidente seja condenado por tentar derrubar o resultado das eleições e instaurar um regime autoritário.
Segundo o documento, Bolsonaro usou mentiras sobre fraude eleitoral, pressionou militares, envolveu ministros e se reuniu com aliados para criar um ambiente de ruptura institucional. Tudo isso, segundo a PGR, com plena consciência da ilegalidade e com intenção de se manter no poder à força.
A Procuradoria também destacou que Bolsonaro tentou “legitimar” o golpe com discursos e atos simbólicos, como a reunião com embaixadores e a minuta do golpe encontrada na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.
Com isso, a PGR quer que ele seja condenado por crimes como associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.