Vamos falar da profissionalização do samba?-Por Zerotelles Brandão Telles

“O maior show da terra não existe sem os ritimistas, a bateria”

Central de Jornalismo
15 de fevereiro de 2021

Aí está a maior joia do carnaval carioca, todos discutem o carnaval, como um produto viável de grande valor, todos pensam nos milhões de dólares que o carnaval e o samba deixam na cidade, existem teses nas universidades filhos e netos de patronos discutindo o FUTURO Do carnaval que eles entende!!! Lindo!!! Só esquecem de prestigiar e dar valor ao verdadeiro Samba.
OS RITMISTAS A BATERIA.
Que sem o qual, podem gastar milhões terem lindas fantasias e rainhas e toda a cidade estar apostos para o desfile, porém sem ritmistas sem bateria não há SAMBA. Desculpem valorizem os ritmistas, paguem salários aos integrantes, para começar a falar do que a muito se fala em profissionalização do samba, e samba como produto.
Falem isso para o Geninho de Nilópolis Gabriel David que pensa no desfile como um produto como o Rock in Rio, onde todos os artistas são pagos a preço de dólar, a preço de ouro, pra muitos artistas. É muito diferente de uma festa que deve ser popular, do povo para o povo!!!
Quem desfila sabe o que é desfilar 1:20 e ficar 8:00 12:00 hs ou mais a disposição ou trabalhando para escola, alguns com salário mais a maioria no AMOR PELA AGREMIA. Quase que de forma escrava, sem poder sentar, sem um banheiro descente, baianas idosas largadas a própria sorte, sem ter nem se quer dinheiro pra comer um cachorro podrão, jogados pelos cantos da cidade sem ter nem onde trocar uma roupa, vindo fantasiado no trem, ônibus ou táxi por sua própria conta por amor a escola, cadê aquele backstage com comida e bebida free do Rock in Rio para os artistas, que vi lá toda vez que lá toquei? Cadê os belos camarins para os artistas, cadê as Vans que pegam artistas nos pontos determinados ou hotéis?Na verdade é fácil pra quem quer modernizar uma arte sem pensar no artista, somente pra favorecer ao poder econômico de um grupo privilegiado que vive do amor alheio. Vende o amor do sambista oferecendo nada a esse dono do espetáculo.
Nesse ponto ninguém fala.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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