Lula pediu vacina de graça para todos e agora Biden apoia a quebra de patentes-Por Kleber Moraes

Em junho de 2020, Lula se uniu a abaixo-assinado internacional para que a vacina contra o coronavírus fosse de graça e para todos e hoje, 05 de maio de 2021 o Presidente dos EUA Joe Biden em ato histórico apoia a quebra de patentes das vacinas, porém o governo Bolsonaro é contra.

Por Kleber Moraes
Central de Jonalismo
05 de maio de 2021

Em 28 de junho de 2020, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos signatários da iniciativa do Yunus Centre, do Nobel de Economia Muhammad Yunus, para que uma futura vacina contra o coronavírus fosse um bem comum global, distribuída gratuitamente para todos os seres humanos.

O abaixo-assinado foi lançado no domingo (28) de junho do ano passado por 105 personalidades globais, entre ex-chefes de estado, prêmios Nobel, empresários, líderes religiosos e ativistas como Malala Yousafzai, Bono Vox, Anne Hidalgo, Adolfo Pérez Esquivel, Mikhail Gorbachev,Mary Robinson, George Clooney, Desmond Tutu, Mo Ibrahim , Matt Damon, Leymah Gbowee, Romano Prodi, Vicente Fox e Samuel Khan, entre outros. Você pode assinar o manifesto no site http://www.vaccinecommongood.org/ que traz a lista de todos que apoiam esta iniciativa.

O objetivo do apelo unificado foi que as Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde, governos, fundações, entidades filantrópicas, comunidade científica e empresas se juntassem para que uma vacina contra o coronavírus não fosse um produto de um país ou empresa, mas um direito, e que seja desenvolvido um plano global para que todos os seres humanos sejam protegidos dessa doença, sem nenhum tipo de discriminação.

E hoje, dia 05 de maio de 2021, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden em ato histórico, manifestou apoio a quebra de patentes das vacinas para combater o CoronaVirus.

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Numa decisão sem precedentes, o governo de Joe Biden decidiu hoje apoiar a ideia de suspender patentes de vacinas e se alia aos países emergentes na OMC (Organização Mundial de Comércio). A postura reflete uma mudança histórica na postura do governo norte-americano em relação à propriedade intelectual e deixa o Brasil como um dos poucos países no mundo a defender a posição de que patentes não devam ser quebradas e que as atuais regras do comércio são suficientes para lidar com a crise sanitária.

Mas o gesto de Biden foi amplamente comemorado entre instituições. A OMS (Organização Mundial da Saúde) chamou a decisão de “monumental”, enquanto seu diretor, Tedros Ghebreyesus, citou Biden como “exemplo de liderança internacional”.

Hoje, 1,1 bilhão de doses de imunizantes já foram administrados. Mas 80% deles estão apenas em países ricos e de renda média. Nos países mais pobres, apenas 0,3% das vacinas foram distribuídas.

Durante o governo de Donald Trump, porém, os Estados Unidos foram contra a proposta e garantiram o apoio do Brasil para também se recusar a aceitar a ideia, que ganhou a adesão de grande parte dos países em desenvolvimento. A postura brasileira rompeu com uma longa tradição de diferentes gestões de defender o acesso amplo a tratamentos, com a saúde se sobrepondo à economia ou às patentes.

Mas Biden, sob pressão inclusive de seu partido, optou por abandonar esse quadro, num duro golpe contra as grandes farmacêuticas.

O gesto pode modificar de forma profunda as negociações que, há seis meses, vivem um impasse na OMC. Mais de 60 países emergentes insistem que apenas a quebra de patentes pode garantir uma maior produção de vacinas. Mas o projeto patinava e, nesta quarta-feira em Genebra, uma vez mais uma reunião terminou sem um avanço real.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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