É decacampeão! Com gol de zagueiro, Brasiliense carimba campanha perfeita

Num jogo em que o Ceilândia, no todo, foi melhor, o Brasiliense soube se defender e levantar mais uma taça do futebol de Brasília, após 4 anos de jejum

Por Bruno H. de Moura, Danilo Queiroz e João Marcelo
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Central de Jornalismo
15 de maio de 2021

O melhor jogador do campeonato não desencantou. A mais firme defesa do Candangão falhou. O treinador mais elogiado foi driblado taticamente pelo seu oponente. A revelação passou despercebida. As apostas antes da final praticamente se desfizeram. Futebol é técnica, é raça, é bola no pé, mas também é sorte, Justiça não costuma condizer com o resultado após 90 minutos de jogo.

O Ceilândia foi melhor no somatório do jogo, o Brasiliense, destruidor na competição, foi efetivo, mas apresentou um futebol abaixo. De todas as previsões somente uma se confirmou: o Brasiliense é o melhor time do futebol de Brasília e, num torneio quase perfeito – apenas um empate em 16 jogos -, levanta sua décima taça do futebol de Brasília, o primeiro em quatro anos, após perder em 2018, 2019 e 2020. Graças à defesa, graças à cabeça de Keynan.

Na início da primeira etapa o Brasiliense não tomou conhecimento do Ceilândia. O time dos Estevão pressionou até abrir o placar, aos 19′, com o até então zerado em gols Keynan. Após, o Gato Preto voltou melhor, mais ofensivo. Porém, criou, criou, mas não levou perigo ao gol de Edmar Sucuri. era uma posse de bola sem resultado. Na espreita, o Jacaré aguardava o erro do Gato Preto para ampliar o placar. Mas, nos 45 minutos iniciais, mais ninguém balançou o placar.

Na segunda etapa, só deu Ceilândia. As mudanças táticas e de atletas de Adelson encaixaram, mas a qualidade, abaixo, do elenco do Gato Preto fizeram falta. Edmar Sucuri não trabalhou, as bolas chegavam só pelo alto, mas pouco perigo traziam. Mas gol que é bom não teve. E o Brasiliense, que amassou todos os adversários, soube se defender na hora que precisou.

Mas quem levanta a sua terceira taça como treinador é Vilson Taddei. De novo, invicto. Pela primeira vez temos um tricampeão no Distrito Federal, e pela primeira em sequência. 2019, 2020 e 2021. Coroou seu domínio na linha técnica do esporte candango. Do outro lado, Adelson segue o que é: o rei da Ceilândia, e sempre, um dos melhores – quiçá o melhor da história – treinadores do futebol de Brasília.

De todos os lados, ao menos, três felicidades. Brasiliense e Ceilândia garantiram, ambos, vagas na Série D de 2022, Copa Verde de 2022 e Copa do Brasil 2022. Dessa última vem a melhor das premiações. Garantidos R$ 560 mil pela participação na primeira fase da competição para o Jacaré e para o Gato Preto.

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