Janio de Freitas questiona o óbvio: por que Wajngarten entrou no lobby da vacina?

“Por que o alheio Wajngarten estava ‘autorizado pelo presidente’ para a negociação?”, indaga o jornalista

Por 247
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Central de Jornalismo
17 de maio de 2021

247 – O colunista Janio de Freitas, um dos mais experientes jornalistas do Brasil, levanta questões essenciais sobre a participação de Fabio Wajngarten no bilionário negócio da compra de vacinas. “Negócio com tamanho custo para o dinheiro público foi conduzido junto à Pfizer, no entanto, pelo então secretário de Comunicação da Presidência, não pelo ministro da Saúde com sua assessoria técnica, nem pelo ministro da Economia e seus técnicos. Por que o alheio Wajngarten estava ‘autorizado pelo presidente’ para a negociação? Foi acompanhado apenas, em uma reunião com a Pfizer, pelos não menos inabilitados para representar o governo, e o próprio país, Filipe Martins, assessor no Planalto, e o vereador Carlos Bolsonaro”, questiona Janio, em sua coluna, na Folha de S. Paulo.

“A CPI está em tempo de se voltar também para o lado do dinheiro na investigação. Há perguntas indispensáveis: como negócios comerciais, as transações com as indústrias das vacinas têm intermediação remunerada? Comissão? De quanto e paga por que lado? Nas compras à Pfizer, há intermediação empresarial remunerada?”, indaga. “Wajngarten foi exonerado em circunstâncias algo estranhas, no mesmo março em que, dia 8, o governo aceitou o contrato proposto pela Pfizer e, dia 19, assinou-o. No controle da propaganda do governo, Wajngarten foi acusado de ganho indireto, por triangulação de empresas, com parte das comissões por veiculação de campanhas. Negou, claro. Continuou polêmico, grosseiramente presunçoso e ambicioso”, recorda.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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