Privatizações: O Brasil na contramão do mundo-Central de Jornalismo

Privatizar é ideal? 884 serviços caros e ruins foram reestatizados no mundo

Por Juliana Elias Do UOL
Compartilhado por
Central de Jornalismo
Em 26 de janeiro de 2021

Reestatizações aconteceram em serviços essenciais como saneamento, energia e coleta de lixo Segundo o instituto, as empresas privadas priorizam lucro, aumentam preços e prestam serviços ruins Ao menos 55 países tiveram algum processo de reestatização entre 2000 e 2017 Países centrais do capitalismo, como Alemanha, França e EUA lideram a lista Desde 2000, ao menos 884 serviços foram reestatizados no mundo.
A conta é do TNI (Transnational Institute), centro de estudos em democracia e sustentabilidade sediado na Holanda.

As reestatizações aconteceram com destaque em países centrais do capitalismo, como EUA e Alemanha. Isso ocorreu porque as empresas privadas priorizavam o lucro e os serviços estavam caros e ruins, segundo o TNI. O TNI levantou dados entre 2000 e 2017. Foram registrados casos de serviços públicos essenciais que vão desde fornecimento de água e energia e coleta de lixo até programas habitacionais e funerárias.

A nossa base de dados mostra que as reestatizações são uma tendência e estão crescendo”, disse a geógrafa Lavinia Steinfort, coordenadora de projetos do TNI, em entrevista ao UOL. De acordo com ela, 83% dos casos mapeados aconteceram de 2009 em diante. Término de contratos de concessão que não são renovados é a forma mais clássica de “desprivatização” que aparece entre os mais de 800 casos levantados.

Rompimento antecipado de contrato, como aconteceu com a PPP (Parceria Público-Privada) do metrô de Londres em 2010, e mesmo recompras milionárias de infraestruturas que haviam sido vendidas, como vêm fazendo diversas cidades alemãs com suas distribuidoras de energia, são outros tipos de reestatizações que também estão acontecendo. O levantamento do TNI encontrou processos do gênero em 55 países em todo o globo. Alemanha, França, EUA, Canadá, Colômbia, Argentina, Turquia, Mauritânia, Uzbequistão e Índia são alguns deles.

Todos eles foram compilados no relatório “Reconquistando os serviços públicos”, e uma parte também pode ser acompanhada pelo “Rastreador de remunicipalizações”, mapa interativo do TNI com as reestatizações do setor de água (ambos em inglês). Veja abaixo exemplos nos cinco países que lideram a lista e o número de reestatizações já registradas em cada um deles.

Administrador

Fonte Segura: Central de Jornalismo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *