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Em áudio Ministro Infraestrutura afirma que caminhoneiros precisam “desmamar do governo”

Áudio atribuído ao ministro Tarcísio Freitas acirra os ânimos dos caminhoneiros, que prometem paralisar amanhã; categoria apoiou Bolsonaro em 2018

Por Marcelo Hailer
31 jan 2021

Segundo informações do UOL, por meio da coluna de Chico Alves, circula pelos grupos de WhatsApp um áudio atribuído ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, onde ele afirma que não vai atender as demandas dos caminhoneiros e que estes “precisam desmamar do governo”. Uma greve da categoria está marcada para amanhã (1).

A suposta conversa teria ocorrido ontem (30), onde o ministro conversa com o vice-presidente da associação de caminhoneiros da cidade gaúcha de Capão da Canoa. Ao interlocutor, Freitas diz que é “impossível” atender as reivindicações atuais, como também fiscalizar o cumprimento dos benefícios obtidos pelos caminhoneiros na greve de 2018.

O então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (sem partido), apoiou a greve dos caminhoneiros em 2018. Posteriormente, boa parte da categoria declarou voto em Bolsonaro.

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De acordo com o UOL, entre as afirmações do ministro no áudio, ele teria dito que: os caminhoneiros precisam “desmamar” do governo; de que eles precisam pensar como empresários; que parte das dificuldades econômicas são resultados da política de lockdown para conter a pandemia; e que a greve marcada para segunda-feira (1) tem motivação política.

Em sua defesa, o ministro diz, no áudio atribuído a sua pessoa, de que sempre recebeu os líderes dos caminhoneiros. Criticou o fato deles utilizarem a greve para gerar um diálogo e de que isso, na verdade, vai produzir resultado contrário. “Achar que tem que fazer paralisação para conversar… esquece. Na verdade, a paralisação fecha a portas. Enquanto tiver a paralisação eu não converso com ninguém”.

Os caminhoneiros se queixam de que as reuniões com o ministro da Infraestrutura não resultam em nada. Entre as reivindicações dos caminhoneiros, está a isenção de impostos nos derivados de petróleo; derrubar despesas com combustível, pneus e itens de manutenção; fiscalização nas estradas que garanta o cumprimento da lei que estabelece o piso mínimo do frete; gratuidade nos pedágios.

Sobre o valor básico do transporte, a voz que é atribuída ao ministro Freitas diz que “a fiscalização não é efetiva e não vai ser nunca. Venderam pra vocês o piso mínimo de frete, que não vai funcionar nunca”.

Em outro momento, o ministro da Infraestrutura diz que enquanto os caminhoneiros “não desmamarem do governo, vão ver empresas crescendo e vocês com cada vez mais dificuldades”.

O representante dos caminhoneiros responde ao ministro afirmando que eles votaram em Bolsonaro “na esperança de um Brasil melhor”.

Por fim, a voz atribuída ao ministro responde que “o presidente tá tomando porrada 24 horas por dia, os governadores e prefeitos fecharam todo o Brasil. O presidente faz o que pode, mas o presidente está extenuado”.

Ao colunista do UOL, fontes próximas do ministro confirmara que a voz do áudio é de Tarcísio Freitas

Marcelo Hailer
Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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