Renan pede prisão “de toda quadrilha”, depois da confirmação do conluio entre Moro e Dallagnol para condenar Lula

Por Viomundo
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Central de Jornalismo
em 01 de fevereiro de 2021

A comprovação da veracidade das mensagens trocadas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, que agora fazem parte dos autos de processo em andamento no STF, levou o senador Renan Calheiros a pedir a prisão dos envolvidos.

Depois da análise de apenas 10% do material apreendido na Operação Spoofing, da Polícia Federal, perito que trabalha na defesa do ex-presidente Lula expôs sete mensagens demonstrando a promiscuidade entre juízo e acusação, ferindo abertamente o princípio da imparcialidade.

Mais do que isso, Dallagnol revelou a Moro que estava tentando usar investigadores suiços, que deram a ele informações por fora do processo, para reduzir o valor que a Petrobras devolveria aos Estados Unidos, que também cooperaram com a Lava Jato “informalmente”.

É como se os investigadores estivessem disputando um butim, obviamente às custas da empresa estatal que era vítima.

“As novas aberrações da Lava Jato vão além da mera promiscuidade entre Moro e Deltan. O bando, chefiado por Moro, montou uma arapuca para fraudar a história brasileira. Mais do que declarar a parcialidade do Torquemadas, a democracia impõe a prisão de toda quadrilha”, escreveu Calheiros no twitter.

Pelo tom das mensagens reveladas até agora, está claro que antes mesmo da apresentação do famoso powerpoint, Moro e Deltan não estavam interessados em dar a Lula o direito de defesa previsto na Constituição, mas pretendiam prender o ex-presidente, candidato favorito para vencer as eleições de 2018.

O procurador norte-americano Kenneth Blanco era um dos principais contatos da Lava Jato nos EUA, com a operação policial agindo por fora do aparato institucional.

Na Suiça, o procurador Stefan Lenz fazia o meio de campo, dando a Deltan acesso antecipado a informações protegidas por sigilo bancário.

De acordo com o UOL, a defesa de Lula obteve uma carta de Lenz ao procurador da Lava Jato Orlando Martello, na qual o suiço manifestou interesse em ser contratado pela Petrobras para facilitar a recuperação de dinheiro desviado.

Conforme denunciou a defesa do ex-presidente, “não há nenhum documento no ministério [da Justiça] que formalize a cooperação entre procuradores norte-americanos e brasileiros no caso do ex-presidente Lula”.

O mesmo vale para a Suiça. Ao viajar para o Brasil, promotores daquele país exigiram de Deltan sigilo absoluto.

Os advogados de Lula acrescentaram: “Como o procurador americano Kenneth Blanco disse em 2017, em evento público, que os procuradores americanos cooperaram com os brasileiros na acusação do tríplex contra Lula, essa cooperação foi ilegal, porque aconteceu fora dos parâmetros de acordo sobre cooperação entre Brasil e Estados Unidos, assinado no governo Fernando Henrique Cardoso, que exige que essa cooperação passe pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI)”.

Blanco, em sua fala, disse que o relacionamento entre investigadores dispensava formalidades antes da apresentação de provas no tribunal.

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