“Depois da suspeição, Moro deve ser responsabilizado criminalmente”, diz Kakay

Em entrevista à TV Fórum, advogado criminalista afirmou que o julgamento da Segunda Turma mostrou “a gravidade do conluio entre o juiz e os procuradores” com um objetivo político

Por Dri Delorenzo/Revista Fórum
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Central de Jornalismo
em 26 de março de 2021

Para o advogado criminalistas Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, esta terça-feira (23) foi um dia histórico, quando Sergio Moro foi considerado suspeito pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo o ex-presidente Lula no tríplex do Guarujá. Mas não acabou, é preciso responsabilizar criminalmente o ex-juiz.

“Definitivamente, Moro é parcial, segundo entendimento do STF, mas isso não acabou não, agora nós temos que responsabilizar. Moro não pode mais ser julgado pelo Conselho Nacional de Justiça, mas tem que ser responsabilizado criminalmente e no que teve de abuso da coisa pública pelo Tribunal de Contas da União”, disse, nesta quarta-feira (24), no programa Fórum Onze e Meia, exibido ao vivo diariamente na TV Fórum, o canal da Revista Fórum no youtube.

Na opinião do advogado, o julgamento da Segunda Turma mostrou “a gravidade do conluio entre o juiz e os procuradores. “Estes têm que responder também, inclusive pela malversação de verbas e de diárias. Houve uma ação deliberada da instrumentalização do poder judiciário e do Ministério Público.”

“Houve uma usurpação por parte desse grupo, e uma tentativa muito clara de corromper o sistema de justiça. Isso é gravíssimo. O ex-juiz instrumentalizou o Poder Judiciário e os procuradores, o Ministério Público, com um objetivo político.”

Para Kakay, as mensagens obtidas pelo hacker Walter Delgatti poderiam ser usadas na investigação, pois o ex-juiz e procuradores estavam utilizando telefones institucionais. “A obtenção das mensagens pelo hacker foi feita em telefones da instituição, não em telefones particulares. Foram retiradas mensagens num grupo feito para discutir processos. Esse cidadão estava usando a estrutura do Estado pago pelo contribuinte. Esse cidadão tem o mesmo direito à privacidade do que o cidadão comum?”

Kakay ainda responsabiliza o “grupo de Curitiba” pela catástrofe que o país vive hoje, beirando os 300 mil mortos com Jair Bolsonaro à frente da gestão da pandemia. “Esse juiz prendeu o principal opositor, que era o ex-presidente Lula, e, depois aceitou ser ministro da Justiça”, comentou.

Segundo ele, havia uma necessidade do STF resgatar a crença no sistema de justiça. “Esse grupo de Curitiba coordenado por esse nefasto ex-juiz, tinha um objetivo político”, afirmou Kakay.
Kakay ainda responsabiliza o “grupo de Curitiba” pela catástrofe que o país vive hoje, beirando os 300 mil mortos com Jair Bolsonaro à frente da gestão da pandemia. “Esse juiz prendeu o principal opositor, que era o ex-presidente Lula, e, depois aceitou ser ministro da Justiça”, comentou.

Segundo ele, havia uma necessidade do STF resgatar a crença no sistema de justiça. “Esse grupo de Curitiba coordenado por esse nefasto ex-juiz, tinha um objetivo político”, afirmou Kakay.

O advogado conta que percorreu o país nos últimos cinco anos denunciando o ex-juiz e os procuradores da Lava Jato, que, segundo ele, passavam a ideia de serem heróis, comprada por parte da mídia. Para ele, a suspeição de Moro foi mais importante do que o reconhecimento da incompetência territorial do ex-juiz Sergio Moro em ter julgado Lula, conforme a decisão de Edson Fachin, que já o tinha tornado o petista elegível.

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