Desemprego bate recorde e 76,4 milhões de brasileiros acima dos 14 anos estão fora da força de trabalho

No total, 14,3 milhões de brasileiros sofrem com o desemprego, o maior índice da série histórica, iniciada em 2012. Em um ano, número de pessoas que estão fora da força de trabalho cresceu em 10,6 milhões

Por Plinio Teodoro/Revista Fórum
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Central de Jornalismo
31 de março de 2021

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, diante da inação do governo Jair Bolsonaro, o Brasil bateu novo recorde de desemprego que atingia 14,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro – 14,2% da população economicamente ativa. É o maior número de desempregados desde o início da série histórica, iniciada em 2012.

Embora tenha mantido a estabilidade em relação ao índice registrado no trimestre anterior – que foi de 14,23% -, o crescimento foi de três pontos porcentuais em relação ao mesmo período de 2020, quando a taxa de desemprego era de 11,2% – uma alta de 19,8%.

Com o resultado, o Brasil soma atualmente 76,4 milhões de trabalhadores – com mais de 14 anos – fora da força de trabalho. Em um ano, 10,6 milhões de pessoas ficaram fora da força de trabalho.

Sem auxílio emergencial, a população desalentada soma 5,9 milhões de pessoas – 5,6% da força de trabalho. Outros 32,4 milhões fazem parte da população com mão de obra subutilizada, que trabalham principalmente com bicos.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,8 milhões de pessoas) subiu 3,6% em relação ao trimestre anterior (mais 339 mil pessoas) e caiu 16,0% (menos 1,9 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

A taxa de informalidade foi de 39,7% da população ocupada, ou 34,1 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 38,8% e no mesmo trimestre de 2020, 40,7%.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,8 milhões de pessoas) subiu 3,6% em relação ao trimestre anterior (mais 339 mil pessoas). Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 29,8 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 11,6% frente ao mesmo período de 2020.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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