Diretor do Globo crava terceiro mandato de Lula: Não há tempo para centro-direita e Bolsonaro vai para o extremo

Um dos profissionais mais respeitados no Grupo Globo, Ascânio Seleme diz que caberá a Lula a tarefa de fazer o Brasil recuperar “sua saúde, sua economia, sua autoestima, o prestígio que um dia teve no mundo”

Por Plinio Teodoro
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Central de Jornalismo
24 de abril 2021

Diretor de Redação do InfoGlobo, braço editorial da Rede Globo que inclui o jornal O Globo e o sistema Globo de Rádio, e uma das vozes mais ativas na família Marinho, Ascânio Seleme cravou que “Lula parte para o terceiro mandato” em seu artigo neste sábado (24).

“Ao confirmar a suspeição do ex-juiz Sergio Moro depois de tê-lo considerado incompetente para julgar Lula, o Supremo Tribunal Federal reabilitou política e moralmente o ex-presidente autorizando-o a se candidatar e muito provavelmente se eleger outra vez em 2022”, afirma o jornalista.

De forma contundente, Seleme, que é um dos profissionais mais respeitados dentro do grupo Globo, diz que não haverá tempo para “que uma candidatura de centro ou centro-direita surja e cresça a ponto de superar Lula e conseguir vaga no segundo turno”.

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“Apenas João Doria pode surpreender. Luciano Huck ficou no espaço. Luiz Mandetta não se consolidou. Moro se dissolveu. E os demais pré-candidatos que apareceram neste espectro eram apenas balões que nem sequer ensaiaram uma alternativa”.

Analisando a centro-esquerda, o jornalista diz que com Fernando Haddad no mesmo barco de Lula, Ciro Gomes (PDT) ficou isolado e “não deve ser páreo para um Lula que volta revigorado pelo STF”.

“A direita liberal pode encontrar em Lula argumentos para fugir do capitão que muito prometeu em 2018 e pouco entregou. As reformas neste governo não avançaram”, escreve Seleme, antes de jogar Bolsonaro à extrema-direita, “espaço que só resta ele”, mas tão “árido que somente olavistas convictos e puxa-sacos rematados conseguem por ela transitar à vontade”.

Segundo ele, ainda levando-se em conta ainda o desgaste de Bolsonaro – “que deve seguir e ser ampliado pela CPI da Covid”, o cenário não deixa muita dúvida.

“Ninguém, a não ser as forças mais retrógradas do país, quer dar mais um mandato ao capitão baderneiro. A experiência foi desastrosa politicamente e trágica do ponto de vista sanitário. O Brasil precisa recuperar sua saúde, sua economia, sua autoestima, o prestígio que um dia teve no mundo. Estes objetivos certamente seriam alcançados, em escalas diferentes, por Doria, Ciro ou Haddad. Os três são melhores, muito melhores do que Bolsonaro, sob qualquer ângulo que se olhe, e o derrotariam num segundo turno. Mas pelo que se desenhou com a decisão do STF, caberá a Lula a tarefa”, afirma.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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