Lelê Teles e o presidente enfezado: “Nunca se fez tanta merda”

CAGUEI

Por Lelê Teles
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Central de jornalismo
08 de julho de 2021

“O excremento, em geral, sempre me pareceu inútil e repugnante, a não ser, é claro, para os coprófilos e coprófagos, indivíduos raros dotados de extraordinárias anomalias obsessivas. Sei que Freud afirmou que o excrementício está íntima e inseparavelmente ligada ao sexual, a posição da genitália – inter urinas et faeces – é um fator decisivo e imutável.” Rubem Fonseca

Quando, enfim, o mandato do Necrarca chegar ao fim, ele poderá gritar, orgulhosamente: “mãe, terminei”.
Nunca se fez tanta merda.

O desgoverno desse sujeito tem se notabilizado por uma sequência interminável do que o coprólogo Rubem Fonseca chamou de excreções, secreções e desatinos.

É um desgoverno escatológico.

Enfezado, e por isso irascível, o Necrarca costuma usar a boca como se fosse o aparelho excretor, do qual nos falava o bom Levy Fidelix.

Porra, merda, bosta e cu são usados como vírgula na linguagem semiótica fecal do mandatário caganeiro, tarado por skatós; por isso, vale-se de um léxico vagabundo e nauseabundo.

Segundo o sapientíssimo Cacique Papaku, a escatologia pode ser definida como um tratado acerca dos excrementos, ou a utilização prazerosa por expressões ou assuntos relacionados a fezes ou obscenidades.

Mas a escatologia também se refere a outros excretos, igualmente viscerais, como perdigôticas salivas, urina, sangue, pus, vômito e esperma.

Todos nos lembramos — como desver aquilo? –, de um vídeo publicado nas redes do Necrarca que mostrava dois homens fagueiros e lascivos, na alegria anárquica do carnaval, um mijando sobre o outro.

A exibição pública do espetáculo grotesco e gratuito desse golden shower evidencia uma clara e doentia obsessão por dejetos.

E jamais podemos nos esquecer que o sujeito, a título de promover uma reforma no palácio, ameaçou destruir uma biblioteca e mandar construir um banheiro no lugar, de uso exclusivo da primeira dama.

Escatológicas prioridades.

Outro dia, como se lesse um horrendo trecho do Cântico XVIII da Divina Comédia, o Cara da Casa de Vidro falou sobre brasileiros que nadam em canais cheios de bosta.

Ora, ora, ora.

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Devia estar a falar dos eleitores que o bajulam, claro.

Segundo Dante, há um círculo no inferno chamado Malebolge; na Vala 2 ficam os sedutores e aduladores, eternamente confinados, imersos num rio de fezes e esterco.

Falo de seus eleitores porque estes parecem acometidos pela mesma patologia do excremento mitificado.
São chamados de gado, não por terem chifres, pois trata-se de um gado mocho, mas porque esse estranho boi-bumbá, espécie de gado bípede verde-amarelo, tá cagando e andando para os problemas que aflige a gente pobre deste país.

Há quem tenha notado que o Necrarca ficou de intestino solto logo que soube da chegada ao Brasil de Olavo, seu mentor, o Fiofólogo da Virgínia, o copromante da extrema-direita, estátua viva a perambular por aí, todo cagado de pombo.

Fiscais do cu alheio, patrulham os outros como quem patrulha a si mesmo.

Olavo já chegou a afirmar que chuparia Caetano, exatamente naquela parte do corpo onde o sol não bate.

Seu discípulo presidente, igualmente culólatra, afirma-se incomível, neologismo que faz referência ao sexo anal.

Note que ninguém perguntou, sabemos que um ato falho fala muito sobre aquele que fala.

E por falar nisso, um dos seus subalternos andou a tuitar essa semana que há uma perseguição marxista desmachificadora, pregando contra a masculinidade e a virilidade, o que culminará no enfrescamento e na afeminação doa sociedade.

O valente tuiteiro, então, conclamou os machos desse Brasil varonil, para uma cruzada paudurescente, retomando sua erétil narrativa, regatando seu lugar de falo.

Mas… voltemos ao Necrarca e façamos uma anatomia do seu comportamento coprofílico.

Conta-se, à boca pequena, que quando criança, o Necrarca era daqueles garotinhos acometidos por uma incontrolável coprofagia e que, por isso, são levados a arrancarem as fraudas e se lambuzarem com as próprias fezes, comendo-as vez por outra.

A mãe, enojada e cheia de preocupações, levou o esquálido infante a uma conhecida copromancista, que são essas videntes que antevêem o futuro de uma pessoa analisando as suas fezes.

A futuróloga, futucando com uma vareta mágica os dejetos do raquítico peralta, viu o rosto do pequeno ZeroZero desenhado no seu próprio bolo fecal e não teve dúvidas, o magricela estava destinado a passar da coprofagia para a coprofilia, o que o levaria a arrastar, para o resto da vida, o fantasma pútrido de uma invisível bolsa de colostomia a tiracolo.

Cada vez que falasse em público, alertou a fétida vidente, seria como um rinoceronte defecando, com aquele jeito rinocerôntico de girar a pequena cauda, a espalhar merda para todos os lados.

“Acabará por ser político”, vaticinou a senhoria, “e se notabilizará por confundir a vida pública com a privada”.

A CPI tenta puxar a descarga e promover um reset sanitário, mas até agora as privadas parecem emperradas.

Há quem veja aí o dedo de Frederick Wassef que foi visto saindo, pé ante pé, de um banheiro feminino no senado, pode estar aí a origem da sabotagem.

Há muita merda para escorrer ainda por debaixo da ponte.

Há quem acredite que tudo terminará num fétido coprocídio, onde o Necrarca se afogará nas próprias merdas.
Papaku informa que feliz será o biógrafo do ZeroZero, seu livro gastará pouca tinta e pouco papel e tudo se resumirá ao título de capa, um resumo aforístico de toda a obra do obrador.

Aliás, a sentença é mais curta que um aforismo, digo, ainda mais curta que um haikai, tudo se resumirá em uma slogante palavra:

Caguei!

E nada mais precisará ser dito.

Palavra da salvação.

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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