Apoiado por Bolsonaro, Marcelinho Carioca na se elege em São Paulo.Central de Jornalismo

Após pior resultado nas urnas, Marcelinho Carioca desiste da política

Por Arthur Sandes e Vanderlei Lima/Do UOL
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Após sofrer a sexta derrota consecutiva das urnas, Marcelinho Carioca diz ter desistido de disputar eleições. O ex-jogador foi candidato a vereador pelo PSL na cidade de São Paulo, recebeu 7.574 votos e não foi eleito. Agora afirma estar cansado das tentativas.

“Vou cuidar das minhas coisas particulares, das minhas empresas, voltar ao meu programa de rádio. Política, chega. Eu já falei isso outras vezes, mas nestas eleições eu nem sequer iria disputar, só fui chamado de última hora”, diz o ex-jogador em entrevista ao UOL Esporte. Diante da insistência da pergunta, ele é taxativo. “Esquece, esquece. Vou cuidar dos meus negócios e de minha vida privada; esquece a vida política.”
Seu melhor desempenho foi justamente há dez anos, quando teve 62.399 votos pelo PSB e foi suplente de Márcio França na Câmara dos Deputados, em Brasília. Na eleição deste ano o ex-jogador obteve seu pior resultado, sendo o terceiro mais votado do PSL, que só elegeu um vereador em São Paulo.

“Em São Paulo eu tenho de 10 a 15 mil votos. Se eu fizesse 14,4 mil, estaria eleito”, calcula Marcelinho, que em 2016 recebeu 12.602 votos. Ele culpa a invisibilidade pela derrota deste ano e entende que teria conseguido vencer se tivesse mais espaço na campanha eleitoral do PSL.

Entre a primeira candidatura e a mais recente, Marcelinho passou por cinco partidos e por todo o espectro político. Esteve no PSB, no PT, no PRB e no Podemos antes de filiar ao PSL. Ele se sente usado pelas legendas, que estariam interessadas apenas em sua imagem.

“Todas essas vezes [eu fui usado], só que eu me qualifiquei para ser candidato, é diferente. Eu sou letrado, nunca fui por ideologia de partido. Sempre acreditei no que me falaram, mas todos os que eu passei, todos, falaram coisas e não cumpriram”, reclama.

Em julho Marcelinho Carioca apareceu em vídeo ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o que dividiu opiniões entre quem lembra com carinho de sua carreira em campo. “Alguns corintianos ficaram chateados com esse negócio, mas torço para a mudança de nosso País. Quem não gostaria de estar com o presidente? E eu não vejo corrupção no governo dele”, diz.

O PSL, partido de Marcelinho, está no centro de uma denúncia do Ministério Público sobre um esquema de desvio de verbas públicas nas eleições de 2018, por meio de candidaturas laranjas. Um ano e meio após o indiciamento pela Polícia Federal, o Superior Tribunal Federal (STF) ainda não decidiu se o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, indicado ao cargo por Bolsonaro, vira réu na investigação.

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