“Seu caminho não é o meu” diz o ativista negro Oswaldo Camargo, pai de Sergio Camargo, presidente da Palmares

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Poeta, escritor e ativista dos mais importantes do movimento negro brasileiro, Oswaldo de Camargo terá pela primeira vez, aos 84 anos, parte de sua obra publicada por uma grande editora. A Companhia das Letras acaba de fechar o negócio, e três livros sairão no ano que vem.(…)

Um de seus seis filhos é Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, que constantemente ataca o movimento negro. Por que ele faz isso, na sua opinião? O Sérgio, com suas ideias e seus propósitos, está dentro da normalidade do governo Bolsonaro. Assim não fosse, lá não continuaria.(…)

Quando começaram seus atritos com ele? Sérgio é meu segundo filho, fez jornalismo na PUC, trabalhou na Rádio Eldorado, teve cargo de chefia na Agência Estado. Nunca tive atritos com ele. Apenas uma coisa: Sérgio está usando, a seu modo, e conforme o que ele acha a melhor escolha, a sua liberdade. Seu caminho não é o meu. Pai sempre será pai; filho, filho. Houve amigos que me deram solidariedade, vendo-me atingido pelo rumo do Sérgio.

Com tudo isso, ele me respeita muito; indiquei leituras a ele. Apenas há a distância de ideias, um valor bastante fundo. Muito notado, no meu caso, por eu ser alguém que desde os 19 anos está embrenhado, sem interrupção, com a questão negra em São Paulo, erguendo e divulgando valores que têm norteado muitas gerações de afro-brasileiros.
(…)

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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