Diário da Quarentena-Só um fundo para comprar vacinas salvará os gaúchos

Por Caco Schmitt

Jornalista, roteirista e diretor. Trabalhou na TV Cultura/SP como diretor e chefe da pauta do jornalismo; diretor na Agência Carta Maior/SP e na Produtora Argumento/SP. Editor de texto no Fantástico, TV Globo/SP. Repórter em vários jornais de Porto Alegre, São Paulo e Brasília.

Dia 261

Quis o trágico destino que o Rio Grande do Sul tenha um governo fraco e sem iniciativa durante a maior pandemia da era moderna! Hoje, a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, em entrevista à RBS revelou a total incompetência e falta de humanismo desse (des)governo. Ela diz que o governo do estado vai deixar a “coordenação da compra das vacinas para governo federal”, e que “ainda não definimos uma possível compra, pois estamos apostando que o Ministério fará”. Se a “aposta” der errado, como tudo indica, estaremos entregue à própria sorte porque a compra é tratada apenas como “um plano B muito bem avaliado antes do investimento”. A desculpa é: “dependemos de disponibilidade orçamentária”. Não, secretária e governador, isso não depende de orçamento e sim de atitude, determinação para salvar vidas, algo que passa longe de vocês. E o que é pior, na entrevista à RBS TV, a secretária da Saúde diz que NÃO será possível imunizar todos os gaúchos.
Salvar vida não é aposta, nem Plano B, por isso, se não houver pressão, muita gente vai morrer no primeiro semestre de 2021. A sociedade deve se movimentar, empurrar o governo, e criar um fundo solidário para aquisição de vacinas. Chegou a hora da retribuição das grandes empresas com sede no Rio Grande do Sul. Elas devem ajudar os consumidores de seus produtos e os que trabalham para produzir riquezas. Se esse seleto grupo de empresários quiser, rapidamente, haverá recursos para compra da vacina e dos insumos necessários para imunizar toda a população gaúcha de 11.4 milhões de seres humanos. Vamos começar pelos oito maiores do estado: GERDAU, primeiro colocado no ranking geral, com patrimônio líquido de R$ 23,89 bilhões, receita de R$ 36,92 bilhões, e Valor Ponderado de Grandeza (VPG) de R$ 26,68 bilhões. Em segundo lugar, SICREDI (que se consolidou como a quinta maior companhia da Região Sul); YARA Brasil Fertilizantes S/A; Lojas RENNER S/A; Companhia ZAFFARI Comércio e Indústria; CAMIL Alimentos; GRANDENE S/A; Grupo SLC (das máquinas agrícolas John Deere).
Depois, podemos recorrer aos maiores grupos da Serra Gaúcha. Empresas de CAXIAS: RGE; Marcopolo; Grupo Randon; Rodoil Distribuidora de Combustíveis; Agrale; Madeireira Giacomet; Pettenati Indústria Têxtil; Paco Indústria Metalúrgica; Tondo Alimentos e Bebidas; Brinox Metalúrgica; Agritech Lavrale; Brasdiesel; Mogasa – Moinhos Galópolis; Intral; Spheros Climatização do Brasil; Mecasul Automecânica; Marelli Móveis para Escritório e Madal Palfinger; de BENTO GONÇALVES: Todeschini; Ceran – Cia. Energética Rio das Antas; Unicasa Indústria de Móveis; Vinhos Salton; Bertolini Móveis; Newsul Embalagens; de CARLOS BARBOSA: Grupo Tramontina; de FARROUPILHA: Lojas Colombo; Crediare; de GARIBALDI: Madem, Madeiras e Embalagens; de NOVA BASSANO: Medabil Sistemas Construtivos; de ANTÔNIO PRADO: Moinho do Nordeste e de NOVA PETRÓPOLIS: Dakota Couro e Calçados
Somos grande produtor e exportador de soja, o que pesaria para as empresas do setor contribuir? O arroz (ah! o arroz…), somos o maior produtor nacional e as indústrias do setor estão entre as que mais lucraram no ano pandêmico. E os frigoríficos que mandam nossa carne pra China e Oriente Médio? Nem vou lembrar das empresas petroquímicas, cuja pioneira no Brasil foi a Destilaria Rio-Grandense de Petróleo S.A., em 1934- a Ipiranga, que agora pertence ao grupo Ultra… Então, será que um governo ativo, determinado a salvar vidas já não estaria mobilizando um fundo solidário para bancar a compra de vacinas? É covarde e desumano, em meio a uma alegre onda de otimismo que toma conta do planeta com as várias vacinas em fase final de aprovação, dizer que vai esperar e que só irá vacinar alguns… Cadê nossa Assembleia Legislativa, nossa imprensa, nossos sindicatos, Ministério Público? Cadê nossa coragem!Quis o trágico destino que o Rio Grande do Sul tenha um governo fraco e sem iniciativa durante a maior pandemia da era moderna! Hoje, a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, em entrevista à RBS revelou a total incompetência e falta de humanismo desse (des)governo. Ela diz que o governo do estado vai deixar a “coordenação da compra das vacinas para governo federal”, e que “ainda não definimos uma possível compra, pois estamos apostando que o Ministério fará”. Se a “aposta” der errado, como tudo indica, estaremos entregue à própria sorte porque a compra é tratada apenas como “um plano B muito bem avaliado antes do investimento”. A desculpa é: “dependemos de disponibilidade orçamentária”. Não, secretária e governador, isso não depende de orçamento e sim de atitude, determinação para salvar vidas, algo que passa longe de vocês. E o que é pior, na entrevista à RBS TV, a secretária da Saúde diz que NÃO será possível imunizar todos os gaúchos.
Salvar vida não é aposta, nem Plano B, por isso, se não houver pressão, muita gente vai morrer no primeiro semestre de 2021. A sociedade deve se movimentar, empurrar o governo, e criar um fundo solidário para aquisição de vacinas. Chegou a hora da retribuição das grandes empresas com sede no Rio Grande do Sul. Elas devem ajudar os consumidores de seus produtos e os que trabalham para produzir riquezas. Se esse seleto grupo de empresários quiser, rapidamente, haverá recursos para compra da vacina e dos insumos necessários para imunizar toda a população gaúcha de 11.4 milhões de seres humanos. Vamos começar pelos oito maiores do estado: GERDAU, primeiro colocado no ranking geral, com patrimônio líquido de R$ 23,89 bilhões, receita de R$ 36,92 bilhões, e Valor Ponderado de Grandeza (VPG) de R$ 26,68 bilhões. Em segundo lugar, SICREDI (que se consolidou como a quinta maior companhia da Região Sul); YARA Brasil Fertilizantes S/A; Lojas RENNER S/A; Companhia ZAFFARI Comércio e Indústria; CAMIL Alimentos; GRANDENE S/A; Grupo SLC (das máquinas agrícolas John Deere).
Depois, podemos recorrer aos maiores grupos da Serra Gaúcha. Empresas de CAXIAS: RGE; Marcopolo; Grupo Randon; Rodoil Distribuidora de Combustíveis; Agrale; Madeireira Giacomet; Pettenati Indústria Têxtil; Paco Indústria Metalúrgica; Tondo Alimentos e Bebidas; Brinox Metalúrgica; Agritech Lavrale; Brasdiesel; Mogasa – Moinhos Galópolis; Intral; Spheros Climatização do Brasil; Mecasul Automecânica; Marelli Móveis para Escritório e Madal Palfinger; de BENTO GONÇALVES: Todeschini; Ceran – Cia. Energética Rio das Antas; Unicasa Indústria de Móveis; Vinhos Salton; Bertolini Móveis; Newsul Embalagens; de CARLOS BARBOSA: Grupo Tramontina; de FARROUPILHA: Lojas Colombo; Crediare; de GARIBALDI: Madem, Madeiras e Embalagens; de NOVA BASSANO: Medabil Sistemas Construtivos; de ANTÔNIO PRADO: Moinho do Nordeste e de NOVA PETRÓPOLIS: Dakota Couro e Calçados
Somos grande produtor e exportador de soja, o que pesaria para as empresas do setor contribuir? O arroz (ah! o arroz…), somos o maior produtor nacional e as indústrias do setor estão entre as que mais lucraram no ano pandêmico. E os frigoríficos que mandam nossa carne pra China e Oriente Médio? Nem vou lembrar das empresas petroquímicas, cuja pioneira no Brasil foi a Destilaria Rio-Grandense de Petróleo S.A., em 1934- a Ipiranga, que agora pertence ao grupo Ultra… Então, será que um governo ativo, determinado a salvar vidas já não estaria mobilizando um fundo solidário para bancar a compra de vacinas? É covarde e desumano, em meio a uma alegre onda de otimismo que toma conta do planeta com as várias vacinas em fase final de aprovação, dizer que vai esperar e que só irá vacinar alguns… Cadê nossa Assembleia Legislativa, nossa imprensa, nossos sindicatos, Ministério Público? Cadê nossa coragem!

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Fonte Segura: Central de Jornalismo

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