Intimado após ameaça, Mário Frias diz à Justiça que PF é “prato feito”

20 de outubro de 2020
Por Rafa Santos/Conjur

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Intimado pela Justiça a dar explicações por mandar deputado ter “cuidado com PF”, Mário Frias dá sua versão sobre sigla usada
Reprodução
“No momento em que o interpelante estava se vangloriando de endossar uma crítica injuriosa, imputando ele ao interpelado a alcunha de “Bobão”, para dolosamente causar dano à honra do interpelado, este reverteu o quadro de forma elegante, em legítima defesa, mas que o sapiente interpelante foi incapaz de entender. Ou seja, que o bobão seria quem se dispõe apenas a reproduzir algo que foi ideia de outra pessoa, denotando ausência de inteligência ou capacidade de produzir algo próprio e novo.”

Eis um trecho da resposta do secretário especial de Cultura, Mário Frias, à interpelação judicial apresentada pelo deputado estadual Flávio Serafini (PSol-RJ). Por meio de seu perfil em uma rede social, Serafini tripudiou de uma crítica do atual secretário ao humorista Marcelo Adnet

“O ex-ator de ‘Malhação’ e secretário especial de Cultura, Mário Frias, nomeado porque nenhum artista quis queimar seu filme ao lado de Bolsonaro, fez uma crítica profunda e contundente ao Marcelo Adnet, eu diria arrasadora mesmo. Chamou ele de: BOBÃO”, escreveu o psolista. Em resposta, Frias escreveu: “Cuidado com PF”.

Por meio de seus advogados, o deputado fluminense cobrou na Justiça do Distrito Federal explicações do secretário, pois considerou que foi alvo de ameaça.

O secretário do governo Bolsonaro foi intimado e, em sua resposta, disse que o “PF” em sua mensagem não significava Polícia Federal, e sim “prato feito”.

“Ora, todos os brasileiros sabem o que significa a sigla “PF”, que segundo a cultura e os costumes populares quer dizer ‘prato feito'”, justificou o secretário ao juízo do 2º Juizado Especial Criminal de Brasília.

Mas para os advogados do parlamentar, “a interpelação buscou entender se se tratou de uma ameaça”. “Não seria a primeira vez que um membro do governo federal ameaçaria usar a Polícia Federal contra seus adversários. Mas parece que o secretário se expressou mal. Esclareceu que quis dizer apenas: ‘cuidado com Prato Feito’… Como ator, o secretário deveria saber que até a ficção deve ter limites”, explicou em nota enviada à ConJur a defesa de Serafini, feita por Flora, Matheus & Mangabeira Sociedade de Advogados.

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