PSDB confessa: Golpe contra Dilma resultou em Bolsonaro

Bruno Araújo e João Doria (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Por Pátria Latina
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Tucanos admitem ser contrários ao afastamento de Bolsonaro
O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, confirmou que o partido não defende o impeachment e que, portanto, é favorável à continuidade do mandato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Araújo afirmou que “o impeachment é potencializar uma crise dentro da mais grave crise sanitária e econômica talvez da nossa história”.

“O instituto do impeachment não é para ser banalizado. Preferimos, respeitando a grave crise que o país vive, permitir que o diálogo, a serenidade, a maturidade das instituições possam nos levar a superar primeiro esse grave momento. O preferível é que possamos chegar com um grau de naturalidade ao processo das eleições de 2022. O momento é de pregar um ambiente de unidade em relação a vencer um inimigo muito maior que está matando dezenas de milhares de brasileiros”, afirmou.

Na conversa, o tucano admitiu que Bolsonaro é, sim, resultado da crise desencadeada a partir do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).

“Podemos voltar no tempo e lembrar que foi uma decisão do STF que vedou a nomeação de Lula para o cargo de ministro e aquilo acelerou o processo de impeachment. Bolsonaro pode ser resultado de uma decisão do STF. Não há como nós brincarmos com a história e estabelecermos quem se aproveitou de que ou de quem. A política não é feita de videntes. Bolsonaro é resultado do impeachment? Claro que sim, como é um resultado da própria participação do Supremo num episódio que foi um elemento para isso também. Mas isso tem que ficar para o aprendizado e livro de história”, disse.

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